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Um grão de areia na engrenagem

por Dona das Chaves, em 10.10.18

A vida no T2, é totalmente diferente daquela que eu esperava ter no T1, por todas as razões e mais algumas, mas para muito melhor, claro. Posso ter mais trabalho, mais preocupações, mais responsabilidades, mas também tenho muito mais de volta. Tenho companhia, amor, divertimento, sorrisos lindos, cumplicidades. No entanto há sempre algum pormenor que nos deixa como se tivéssemos um grão de areia na engrenagem, da vida perfeita. Para mim, é o raio da placa vitrocerâmica... grrrrr... não me consigo habituar àquela danada. Passados três anos a cozinhar nisto, ainda não me habituei, ainda não dou meia para esquerda com o funcionamento da coisa. Ora é demasiado calor, e a comida sai por fora, ora diminuo dois pontos e parece que diminui para metade, parecendo que não está nada a ferver. Se tapo, sai por fora, se destapo fica a cozinhar a meio calor. Se estiver a cozinhar com três bicos ao mesmo tempo, por mais de uma hora, até podem estar todos no máximo, que parece que estão todos a meio calor... Não posso abandonar a cozinha quando estou a cozinhar, por mais de um minuto, nunca sei o que pode acontecer. Que saudades de um fogão a gás. A minha vida seria perfeita com um fogão a gás, mas não há instalação para fogão a gás. O prédio foi construído de raiz para placas vitrocerâmicas. A única ligação que há para gás, seria para um esquentador, mas até isso foi substituído por um termo-acumulador, e aqui neste ponto eu concordo. Com um fogão a gás, podia deixar a comida a cozinhar e ir tomar banho ao mesmo tempo, podia ir à sala dar uma espreitada na televisão, e até podia escrever um post no blog, sem estar a pensar no raio do fogão e na comida ao lume. Mas não, a minha vida perfeita, tinha de ser estragada por uma placa vitrocerâmica. 

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