A visão da dona das chaves de um apartamento t1, solteira na casa dos 30 e uns anos, e do seu gato, gordo que nem um texugo, já com alguma idade, ambos às voltas com a decoração da casa e tudo o que uma casa para dois envolve, agora com mais uma gata

18
Mai 12

 

 

Há muito que não escrevo por aqui! Isto não anda nada fácil, descarrilei e agora ainda fica tudo mais difícil. Como se não bastassem todas as coisas que correm menos bem, com o apagão da televisão analógica, fiquei sem televisão, duas vezes... uma vez, porque como a minha televisão que tem sintonizador digital, não estava a apanhar nada no t1, resolvi trazer para casa dos pais para ver se era da TV, ou da antena do prédio. Deixei-a ficar no meu quarto, sempre podia ver algumas séries e filmes. Acabou por ficar na sala, porque a televisão da sala precisava de um descodificador, e eu disse que podia deixar cá ficar a minha (pensando ser por pouco tempo), até a minha irmã resolver a situação, se comprava uma televisão nova ou se um descodificador para a televisão existente. A minha irmã só comprou um descodificador para o quarto da minha sobrinha, e entretanto a situação tem-se arrastado. Eu só consigo ver a Anatomia de Grey à terça-feira, e de resto a televisão é para ela ver telenovelas. Se reclamar, vou ser chamada de somítica... pois... A segunda vez, porque afinal o prédio não tem antena própria, e existe sim um contracto com um operador de televisão por cabo. O primeiro operador que consultei, não era o certo. O segundo tinha de ser o certo, porque pela idade do prédio só haviam dois operadores na altura. Se no primeiro já me queriam instalar um telefone, e os 4 canais por 10€, no segundo foram solícitos e só me pedem que leve uma cópia do acordo com o construtor, para poderem mandar deslocar os técnicos para instalarem então os 4 canais nacionais gratuitos. A coisa complica-se, porque o condomínio é feito por duas moradoras do prédio, sendo que a que conheço, pouco ou nada percebe da coisa, a outra outra senhora também não me parece que tenha grande noção da coisa, pelo que me apercebi das conversas que tive com a senhora que eu conheço. É a gestão possível, porque querem mandar pintar parte do prédio, e é preciso poupar o dinheiro que se pagava a uma empresa de gestão de condomínios. Logo, não sei se alguma das senhoras sabe quem foi a empresa construtora do prédio, ou se tem na posse do condomínio esse tal acordo.  Vou ter de ver este fim de semana, com as senhoras. Vai ser complicado resolver esta situação, porque eu não tenho um horário que me permita ir durante a semana ao escritório da empresa de construção, ou nem sei se não é uma das muitas empresas que faliram com a crise do início desta década. E sem o acordo, não há ligação. Sem ligação não há televisão. Eu não tenho dinheiro, e não quero pagar por 4 canais que são de graça. Está difícil ir morar no t1...

 

publicado por Dona das Chaves às 23:36
sinto-me: desanimada

05
Dez 11

 

 

Estou de férias, e tenho uma semana para gozar da minha casinha. Há uma árvore de Natal para montar e decorar, e algumas limpezas e arrumações que são necessárias fazer. Há uns parafusos que seguram os varões dos cortinados que necessitam de ser substituídos, e algumas horas de descanso para serem gozadas lá. Há amigas para serem visitadas e serem convidadas a vistarem. Há tanta coisa para ser feita e tão pouco tempo para o fazer! O tempo de descanso, férias nunca chega para por tudo em dia. Vou tentar fazer o máximo que conseguir e ao mesmo tempo aproveitar esse tempo para me por em dia comigo mesma, porque também é importante que estejamos em sintonia com nós mesmos, para não descarrilar entretanto.

 

publicado por Dona das Chaves às 00:34
sinto-me: Trés ocupée!
música: Hot In The City - Billy Idol

27
Out 11

 

 

Despromovida e rebaixada no emprego. Nem me perguntaram, nem me deram hipótese de recusar. Agora é, se não quero, que me vá embora. De funcionária administrativa a empregada de limpezas... Assim, não dá. Vou entregar o t1 ao banco, e vou viver a vida acima das minhas possibilidades, vou fazer férias na Itália, e na Grécia, vou gastar tudo o que ganhar, e vou deixar de me esforçar, não vale a pena. O t1, foi um sonho apenas. Durou enquanto pôde. Não sou de desistir da vida, mas também nunca tinha sido humilhada desta forma. Humilham-me e ainda tentam passar a mensagem de que me estão a favorecer porque não me despediram, que eu sou boa aqui, mas que agora não há trabalho, portanto vou limpar retretes. Não é desprezo ser empregada de limpezas, mas não assim, não desta forma. Isto é gozar comigo, e isso eu não tolero. Não sou uma peça de um jogo de xadrez à espera de ser movida no tabuleiro quando surgir uma jogada oportuna.

publicado por Dona das Chaves às 17:40
sinto-me: humilhada, usada
música: Trovoada, na cabeça destes estúpidos...

26
Out 11

 

 Ontem quando tentava dormir, fui arrancado dos braços de morfeu com as perguntas da Dona das Chaves. Um gato não pode querer dormir quentinho e abafadinho sem que ela se ponha com perguntas de retórica, cuja resposta é mais que óbvia. Mas porque raio as mulheres gostam tanto de fazer perguntas para as quais já sabem a resposta? Então perguntava-me ela, porque é que nós gatos gostamos tanto de cama? Lá começámos os dois num diálogo que foi mais ou menos isto:

D.Ch. "_Porque é que os gatos gostam tanto de cama?"

E.G. "_ Talvez pelos mesmos motivos que os humanos?"

D.Ch. "_Nós gostamos da cama, porque serve para descansar depois de um dia de trabalho, ou para partilhar com aquela pessoa..."

E.G. "_Então e nós fazemos o quê na cama? Descansamos, obviamente."

D.Ch. "_Mas os gatos, têm os sofás, os parapeitos das janelas, os móveis para onde sobem e deitam abaixo os bibelots para se deitarem, e mal têm oportunidade esgueiram-se para a cama. Quando te chamo e não apareces, sei logo que estás na cama, debaixo do edredon."

E.G. "_Experimenta dormir em cima da cómoda uma tarde inteira...Experimenta dormir a maior parte do dia, e no sofá... Vocês humanos, separam-nos das nossas mães, quando temos 2 meses, ainda somos uns gatinhos com tanto para aprender. Trazem-nos para casa, e põe-nos um caixote com areia, comida e água, e uma cesta supostamente confortável para dormirmos. Deixam-nos sozinhos durante grande parte do dia, quando mais precisamos. Depois chegam a casa, e querem festas do gatinho, abafam-nos com mimos e esperam que façamos o mesmo. Começam a levar-nos até ao sofá, e depois pegam em nós e colocam-nos em cima da cama, para experimentar se o gatinho gosta e se porta bem. Depois deste comportamento vosso, esperam o quê? Que não gostemos da cama? Claro que gostamos e muito. Adoramos o vosso edredon, as vossas mantas quentinhas, os vossos pijamas fofos."

D.Ch. "_ Quando o fazemos, não é com intenção de vos cedermos todo o espaço disponível, e vocês fazem-no, açambarcam todo o espaço, e empurram-nos borda fora."

E.G. "_Não é com intenção! Quando estás a dormir, pensas que não me empurras para a borda da cama? Porque achas que te acordo a meio da noite, para me deixares ir novamente para debaixo do edredon? Porque me empurraste, aproveitei para ir trincar qualquer coisa, e voltei para a cama. Se bem te lembras a culpa de eu gostar de cama é tua. Eu ainda era bem pequeno, nem sequer chegava lá, quando pegaste em mim e me deitaste na tua cama. Eu gostei e passei a querer lá estar mais tempo. Só que para conseguir chegar lá, tinha que me pendurar e trepar pelo edredon, mais parecia que ia escalar o Evereste sem máscara de oxigénio. Chegava cansado, mas trepava, e fui crescendo e deixei de trepar começou a ficar mais fácil saltar para cima da cama e enroscar-me debaixo do edredon. Se não estás em casa, gosto de estar lá com o espaço todo para mim. À noite, é porque gosto da tua companhia, gosto de me encostar a ti, és minha melhor amiga."

E pronto lá se deixou dormir com tanta conversa, e eu depois também dormi, mal diga-se, porque ela deve ter tido algum pesadelo, levou a noite a voltar-se para um lado e para outro e acordou meio rabugenta. Tivesse ido mais cedo para a cama, e não tivesse ficado ali, a cansar-me com perguntas de resposta óbvia, a gastar tempo de descanso, o dela, e o meu...

 

Legendas: D.Ch. - Dona das Chaves

               E.G.   - Elvis o Gato (eu)

publicado por Elvis o Gato às 16:40
sinto-me: com sono
música: Precious - Depeche Mode

25
Out 11

 

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A melhor coisa que a dona me poderia comprar por menos de 5 €uros??? Umas latitas Gourmet {#emotions_dlg.blink}, seria uma boa hipótese, já que este é um mimo que só posso ter uma vez por acaso, ou em ocasiões especiais, devido à minha restrição alimentar. Isso é que era de valor, alambazar-me em delicioso paté de gambas, empaturrar-me em deliciosos pedaços de pescada em molho de salmão do Atlântico Norte, era como ir ao céu e voltar. É enjoativo comer todos os dias o mesmo tipo de ração...

 

publicado por Elvis o Gato às 16:06
sinto-me: com desejos

24
Out 11

 

Tenho para mim, que se a situação continuar assim, vou ganhar calos nos cotovelos, e fazer parte das estatíscas do desemprego ainda antes do final do ano... Prevejo prenda de Natal antecipada... e mais um Natal para o t1 passar apenas com a árvore, alguns enfeites e os poucos móveis existentes...

publicado por Dona das Chaves às 17:40
sinto-me: sem saída
música: desta vez o silêncio apenas

21
Out 11

 

Diz que vem aí chuva para o fim de semana. A mim não me dá jeito nenhum que chova, porque gosto muito é de sol, de luz, e tempo encoberto deprime-me. Até pode vir frio, eu aceito. Eu sei que a chuva faz imensa falta, e é importante, mas posso pedir como diz o ditado" Sol na eira e chuva no nabal"? Assim era melhor, chovia apenas onde faz mais falta, tipo, nas hortas, nas barragens, nas cidades só de noite para regar os parques e jardins e acalmar a poeira. Gosto da luz do sol a entrar pelas minhas janelas, escolhi o t1 precisamente por estar virado ao sol, com chuva nem gosto de conduzir, as pessoas viram bichos na estrada, torna-se quase impossível fazer o que quer que seja fora de portas, e há alturas que nem a melhor gabardine, as melhores botas e o melhor guarda-chuva resistem a tanta água, que acaba por entrar até nos lugares menos óbvios. O meu cabelo também não gosta de tempo húmido, dá-lhe assim uma espécie de acidente, e de repente parece que tive o susto da minha vida e fico parecida com um gato assanhado, e não é bonito de se ver... Do Outono, gosto apenas das cores castanhas, cobres e vermelhas da natureza, do frio mais ou menos, das castanhas, do cheiro a lenha queimada. Não gosto do horário que vai mudar, os dias ficam mini-mini, não chegam para coisa nenhuma, saio do trabalho de noite, e fico irritadiça a maior parte das vezes. Sou uma mulher do Verão, do tempo quente, da luz, da praia, se bem que para mim, a praia é para todo o ano, mesmo que chova. É o único sítio onde eu não me importo de ir mesmo quando chove, até é das vezes que gosto mais, pois a praia nessa altura é só para o meu egoísmo ser satisfeito, não costuma estar lá  mais ninguém. É mesmo o único local onde gosto de chuva.  Portanto a chuva que se aproxima, não me vai deixar satisfeita a não ser mesmo por estar a fazer falta para as plantas e animais, e quanto mais não seja para fazer baixar a poeira, ainda que eu tenha dúvidas que isso aconteça... O t1 também não gosta do Outono, está decorado para parecer que é Verão todo o ano, logo os tons cinzentos da chuva não condizem com a decoração. Bem, quem sabe, servirá o tempo chuvoso, para que eu tenha tempo para terminar de ler o livro "Não sei como é que ela consegue" e ainda vá a tempo de ver o filme no cinema, antes de sair de cena.

Que pelo menos, passe depressa.

 

publicado por Dona das Chaves às 16:27
sinto-me: forçada a despedir-me do sol
música: Over the Hills and Far Away - Nightwish

14
Out 11

 

 

 

 

 Parece que vou ter de viver como os japoneses. As coisas, não se afiguram fáceis, e será melhor decidir-me rapidamente. Vou dormir no chão, comer sentada no chão com o prato no colo, mas dispenso os pauzinhos, ou será porcalhice certa. Nas janelas vou usar papel para fazer as cortinas. Vou optar pela comida crua, tipo sushi, sempre a conta do gás sai mais barata. Os candeeiros já os tenho daqueles tipo balão de papel, e com motivos japoneses, por isso, é só continuar na mesma onda. Vou passar a vestir Kimonos, o que fará com que não precise de muita variedade de roupa, logo, é poupança certa. Só não sei como fazer para ficar com os olhos em bico... mas se o Estado continuar a cortar a torto e a direito, se calhar não preciso de me eforçar muito. Fico com os olhos em bico em três tempos...

publicado por Dona das Chaves às 16:09
sinto-me: a inventar
música: Sushi Fugu - tanaka Yakamura

11
Out 11

 

Uma destas, dava cá um avanço na minha cozinha. É das poucas coisas, que não constam no imenso enxoval que a minha mãe me fez, há cerca de 20 anos {#emotions_dlg.confused}! Se bem que da mala do enxoval não devo poder retirar grande coisa dos lençóis, uma vez que tenho a mania das grandezas, e resolvi que a minha cama teria de ter 1.60 x 2.0 m, o que vai inviabilizar a utilização de grande parte dos lençóis existentes. Mas fazer o quê? Comprar uma cama mais pequena, só porque antigamente era tudo em medidas para se dormir amontoado? De resto, posso aproveitar tudo, porque panos de louça, são imensos, mas nunca chegam, e toalhas também as há para vários gostos, incluíndo ocasiões e gostos mais refinados. Louças e outros também há que chegue para dar e vender, e bibelots daqueles que não têm lugar na decoração actual também tenho um monte que devia por em venda no coisas.com, quem sabe arranjava o dinheiro para uma panela de pressão ali da imagem. O problema está em ir ao sótão da casa dos pais, que não é lá muito acessível buscar as coisas que lá estão, como o trem de cozinha, todos os Tupperware e afins, e mais um monte de coisas, que estão lá, com três toneladas de pó em cima, e mais parece que são artefactos pré-históricos embrulhados e metidos em caixas de cartão. Tenho de me munir de máscara de oxigénio, tomar força nas pernas, montar as escadas e arranjar uma voluntária à força, a minha irmã, para me assessorar e segurar as coisas que lhe for dando pela passagem estreita que dá acesso ao sótão.

publicado por Dona das Chaves às 15:28
sinto-me: pois...
música: Slow Time Love - Blind Zero

21
Set 11

 

 

 

 

 

Pois é o t1 faz hoje um ano. Quer dizer, não é aqui este t1 blogue, mas o verdadeiro, aquele que é palpável, ou seja o apartamento. Passam hoje 365 dias, sobre a assinatura dos papéis que me concedem a propriedade do meu t1, tão desejado. Muita coisa mudou neste ano, mas está quase tudo na mesma {#emotions_dlg.confused}! Ok, o que quero dizer é que apesar de terem existido alterações na minha vida e do gato, ainda não moramos no t1, e parece-nos que não será tão cedo assim que nos mudaremos. Enfim, vamos lá ficar de vez em quando, mas não há móveis que nos permitam uma estadia permanente com o minímo de conforto. Resta-nos continuar a trabalhar para melhorar um pouco a vida e mudarmo-nos para o t1, para finalmente sermos felizes enquanto família, de uma gaja, o seu gato, e agora mais uma gata terrível.

Não haverá bolo, mas haverá desejo... de que no róximo ano já estejamos os três a partilhar o t1, eu a cozinhar e eles à bulha para ver quem consegue afiar melhor as unhas nos sofás...

publicado por Dona das Chaves às 17:10
sinto-me: um dia acontece
música: Hallelujah - Jeff Buckley

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